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O Xadrez dos Céus: Air France-KLM Espreita a Compra da EasyJet e Quer Dominar os Aeroportos Europeus
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O Xadrez dos Céus: Air France-KLM Espreita a Compra da EasyJet e Quer Dominar os Aeroportos Europeus
O mercado da aviação na Europa está ao rubro e a EasyJet tornou-se o alvo mais cobiçado do momento. O fundo de investimento norte-americano Castlelake está a preparar uma oferta para comprar a famosa companhia aérea de baixo custo (low cost). No entanto, há um entrave legal: as leis europeias proíbem que investidores de fora da Europa tenham a maioria do capital de companhias aéreas do continente. É aqui que entra a Air France-KLM.
Ben Smith, o líder do grupo franco-neerlandês, confirmou que está a acompanhar a situação de perto. Embora tenha garantido que a Air France-KLM não está envolvida na oferta inicial da Castlelake, o gestor foi categórico: se o fundo norte-americano ligar a propor uma parceria para viabilizar o negócio, ele atende o telefone. Afinal, no xadrez da aviação, ninguém quer ficar para trás.
A corrida aos "slots" mais valiosos da Europa
Por que motivo está toda a gente interessada na EasyJet? A resposta resume-se a uma palavra: slots. Na aviação, um slot é a autorização formal (uma vaga horária) dada a uma companhia para aterrar e descolar num determinado aeroporto.
A EasyJet, sediada em Luton, no Reino Unido, detém uma coleção impressionante destas vagas nos aeroportos mais congestionados e lucrativos da Europa. Conseguir estes direitos do zero é quase impossível hoje em dia, o que torna a compra da empresa o caminho mais rápido para dominar as rotas europeias.
A Castlelake sabe disso e tem até ao dia 26 de junho para apresentar uma proposta formal ou abandonar a corrida, seguindo as regras de aquisição do Reino Unido. Enquanto isso, o fundo também estuda aliar-se à gigante da logística MSC Mediterranean.
A reação da EasyJet: "Oportunismo puro"
Do outro lado da barricada, a administração da EasyJet não se mostrou muito entusiasmada e classificou o interesse do fundo como "altamente oportunista".
A justificação da companhia é clara: as suas ações estão temporariamente baratas devido à instabilidade no Médio Oriente e ao impacto direto que isso tem no preço dos combustíveis e na confiança dos viajantes. A empresa acredita que vale muito mais do que o preço de mercado atual reflete e que os investidores estão apenas a tentar aproveitar-se de uma fase de baixa temporária.
O Veredito da Mia
Este movimento consolida a tendência inevitável de fusões e aquisições no setor aéreo europeu. Para a Air France-KLM, uma parceria estratégica com a Castlelake na EasyJet seria uma jogada de mestre para bloquear o avanço de concorrentes como a Ryanair e a Lufthansa.
No longo prazo, a companhia que vencer esta batalha será aquela que melhor souber usar a tecnologia e a análise de dados para otimizar a ocupação desses novos slots e prever as flutuações nos preços dos combustíveis. O futuro do investimento na aviação já não se decide apenas no tamanho da frota, mas sim na eficiência algorítmica das operações e na capacidade de antecipar as necessidades dos consumidores num mercado ultra-competitivo
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