Meo fecha 2025 a crescer nas receitas, mas com o lucro operacional sob pressão


Meo fecha 2025 a crescer nas receitas, mas com o lucro operacional sob pressão

​A Meo (Altice Portugal) apresentou os seus resultados de 2025 e o cenário é de "copo meio cheio". Por um lado, a empresa conseguiu faturar mais; por outro, as margens estão a ficar mais apertadas devido à concorrência feroz e aos custos que não param de subir.

Os números que interessam:

  • Faturação em alta: As receitas totais subiram 1,3%, muito graças ao sucesso da Meo Energia e ao segmento de serviços para empresas.
  • O "travão" no EBITDA: O lucro operacional (EBITDA) caiu 4,8%, fixando-se nos 947 milhões de euros. Se tirarmos da equação alguns negócios específicos e a perda de clientes de outras operadoras que usam a rede da Meo (MVNO), a queda é menor (1,2%), mas ainda assim real.
  • Investimento pesado: A empresa injetou 403 milhões de euros na modernização das redes. Atualmente, a fibra ótica já chega a 6,7 milhões de casas e o 5G cobre quase 98% da população.
  • O fenómeno Meo Energia: Este braço do negócio explodiu, com as receitas a subirem 139% e a conquistarem 78 mil novos clientes num único ano.

​A estratégia para 2025 passou por simplificar processos e apostar forte na Inteligência Artificial para tornar a operação mais ágil e tentar combater a pressão nos preços.

​A Opinião BILLION 💰

​A Meo está a viver o clássico dilema dos gigantes: fatura-se mais, mas sobra menos no bolso. O mercado das telecomunicações em Portugal está saturado e a guerra de preços é implacável. O que salta à vista nestes resultados não é a televisão ou o telemóvel, mas sim a diversificação. A Meo Energia não é apenas um "extra"; tornou-se o motor de crescimento que está a segurar as pontas enquanto o serviço tradicional de "telco" sofre com a queda da receita média por cliente (ARPU).

O veredito: A aposta na IA e na digitalização é o caminho óbvio para tentar estancar a queda das margens, mas o verdadeiro trunfo da Meo para os próximos anos parece ser a sua capacidade de se tornar um "super-fornecedor" (Net + TV + Luz + Gás).

​Num contexto de inflação e concorrência low-cost, quem conseguir fidelizar o cliente com um ecossistema completo de serviços ganha a corrida. A Meo está a fazer o trabalho de casa, mas o declínio do EBITDA mostra que a eficiência terá de ser a palavra de ordem para 2026.

"E tu, acreditas que o futuro das telecomunicações passa por este modelo de 'super-fornecedor' de serviços? Deixa a tua opinião nos comentários!"

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